Mario Frias pagou com verba de campanha empresa ligada a ex

O deputado federal Mario Frias, do PL-SP, realizou pagamentos à empresa Estratégia Comunicações Ltda., ligada a uma ex-diretora da Secretaria Especial da Cultura, com verba de campanha e recursos da cota parlamentar. A situação é atualmente investigada pela Polícia Federal em um esquema que envolve suspeitas de desvio e lavagem de dinheiro.

Empresas ligadas ao ex-secretário investigadas

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) tem um fornecedor de sua campanha deste ano que está vinculado a uma ex-diretora da Secretaria Especial da Cultura, onde o parlamentar atuou como chefe durante o governo de Jair Bolsonaro. A empresa em questão é a Estratégia Comunicações Ltda., que recebeu R$ 80 mil para prestar serviços à campanha de Frias. Além disso, a companhia obteve R$ 115 mil diretamente da conta-corrente do deputado e um total de R$ 775 mil de ajuda financeira por meio de cota parlamentar, que é destinada a cobrir despesas dos congressistas.

A Polícia Federal está realizando uma investigação sobre Mario Frias em relação a um suposto esquema de desvio e lavagem de dinheiro. De acordo com a PF, há indícios de movimentações financeiras envolvendo secretários, parentes e pessoas próximas ao deputado, que remete recursos tanto para doações de campanha quanto para pagamentos de serviços.

Mario Frias

Transferências financeiras e investigações da PF

As transferências realizadas pela conta de Mario Frias à Estratégia Comunicações seguem um padrão que a Polícia Federal considera suspeito. O relatório da corporação aponta para a existência de um sistema financeiro complexo, destinado a movimentar recursos entre empresas e indivíduos associados ao núcleo investigado. Isso inclui valores movimentados a partir de doações de campanha e remunerações por serviços prestados. A investigação também envolveu uma busca e apreensão nas instalações da empresa, realizada em setembro, como parte da apuração de possíveis irregularidades e associações com uma organização criminosa para delitos como lavagem de dinheiro.

A Estratégia Comunicações não é apenas a única empresa a receber valores de Frias durante seu mandato. Outras transferências financeiras incluem pagamentos a assessores e familiares, o que levanta mais questões sobre a transparência das transações. Documentos da Polícia Federal indicam que a empresa compartilha registros de CNPJ com outra empresa citada em investigações sobre desvio de fundos.

O ex-secretário de cultura, Mario Frias, nega irregularidades em sua conduta e já afirmou antes que as ações da Polícia Federal representam apenas uma “cortina de fumaça” em um ano eleitoral. No entanto, o cenário complica-se ainda mais com as notícias de que ele está buscando retornar ao comando do ministério da cultura em um potencial governo de Flávio Bolsonaro.