Bruno Gagliasso, Ruth Rocha e mais de 200 artistas assinam um manifesto pedindo uma renovação no comando do Ministério da Cultura. A reivindicação é direcionada ao presidente Lula, que atualmente mantém Margareth Menezes à frente da pasta.
No manifesto, os signatários criticam a gestão do Ministério, alegando que sua atuação se restringiu a uma administração falida de editais e defesa de leis de renúncia fiscal. Eles pedem uma nova abordagem que promova o acesso à cultura de forma mais abrangente e com estratégias claras.
Os artistas afirmam que o apoio que deram a Lula durante a campanha eleitoral se baseou nas promessas de avanços sociais e na luta contra o fascismo. Entretanto, expressam insatisfação com a atual gestão do MinC e solicitam mudanças estruturais na forma como o governo brasileiro enxerga a cultura.

Manifesto em prol de uma nova gestão
Um grupo de artistas, incluindo o ator Bruno Gagliasso, a escritora Ruth Rocha e o jornalista Fernando Morais, se mobilizou em um manifesto dirigido ao presidente Lula, solicitando uma mudança significativa na gestão do Ministério da Cultura (MinC), atualmente administrado pela cantora Margareth Menezes. O documento é assinado por mais de 200 figuras reconhecidas no meio cultural e expressa a insatisfação com a condução das políticas culturais no governo Lula 3.
No texto, os signatários afirmam que as ações da pasta têm se limitado a uma gestão ineficaz focada em editais e na defesa de leis de renúncia fiscal. Para eles, essa abordagem é insuficiente e não atende às necessidades do setor cultural.
Críticas à atual administração do MinC
Os artistas ressaltam que “não basta distribuir e pulverizar recursos públicos se estes não são executados com estratégias efetivas, objetivos e metas a serem alcançados”. Eles pedem um plano que coloque a cultura como uma dimensão essencial para o desenvolvimento humano e a afirmação da cidadania e soberania brasileiras.
A proposta atual de regulamentação do streaming, que está em trâmites no Senado, também recebe críticas. O grupo defende que essa linguagem de regulação deve proteger os interesses dos produtores independentes, dos artistas nacionais e garantir os direitos autorais, além de assegurar o acesso do público às criações culturais brasileiras.
O manifesto destaca que a falta de regulamentação permite que plataformas como Netflix, Prime Video e Globoplay não contribuam com o Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), que serve como um mecanismo de fomento à produção audiovisual no Brasil.
Os artistas reafirmam que o apoio durante a campanha eleitoral se deu pelo “conjunto dos avanços sociais nos mandatos de Lula” e pela importância da sua escolha na luta contra o fascismo, mas que isso não tem relação com a atual gestão do MinC.
O manifesto pede uma renovação no comando e na gestão da pasta e clama por uma mudança estrutural na visão do estado brasileiro em relação à cultura. Entre os signatários, estão ainda a cineasta Anna Muylaert e as atrizes Marcélia Cartaxo e Johnny Massaro.

Jornalista formada pela UNIP (2009) e formada em Rádio e TV pelo Centro Universitário Monte Serrat – UNIMONTE (2007).


