Amazônicas: Poéticas femininas destaca artistas da região

A exposição “Amazônicas: Poéticas femininas” está em cartaz no CCBB do Rio até 16 de novembro, apresentando 80 obras de 21 artistas da Amazônia.

Artistas e obras em destaque

A exposição Amazônicas: Poéticas femininas está em cartaz até 16 de novembro no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) do Rio e reúne 80 obras de 21 artistas de diferentes gerações, originárias dos estados do Pará, Acre e Amazonas. Esta coletiva, com curadoria da historiadora de arte Sissa Aneleh, destaca o trabalho de nomes como Keila-Sankofa, Maria Auxiliadora Zuazo, Rita Huni Kuin, Auá Mendes, Rafa Bqueer, Nina Matos, Rafaela Moreira e Renata Aguiar. As obras abrangem diversas técnicas, incluindo pintura, escultura, gravura, fotografia e videoarte.

A curadora, Sissa Aneleh, destaca que a história da arte na Amazônia é rica não apenas em produções artísticas, mas também na diversidade de espaços de exibição e na presença constante de artistas ao longo dos séculos.

Amazônicas: Poéticas femininas

Temas e curadoria da exposição

A mostra é dividida em quatro núcleos temáticos: “Materialidades ancestrais”, “Gravura feminina”, “Amazônia pictórica” e “Performáticas”, com o objetivo de ressaltar a diversidade da cena artística da região e a continuidade dessa produção ao longo do tempo. Obras da década de 1970 são exibidas, revelando uma herança que se estende por gerações.

Sissa também menciona a forte influência da arte indígena na produção contemporânea, refletindo nas obras de vários artistas que reinterpretam tradições em um contexto moderno. Além disso, a exposição inclui obras que nunca foram exibidas fora do Pará, provenientes de acervos como o da Pinacoteca do Estado de Manaus, que agrega valor a essa curadoria.

Uma das artistas em destaque é Rafa Bqueer, que apresenta trabalhos da série Imagens de revolta (2023). Em sua performance, ela interage com locais significativos, como o Memorial da Cabanagem em Belém, confrontando a arquitetura modernista e ressignificando a memória deixada por sua avó tacacazeira.

A proposta desta exposição de Amazônicas: Poéticas femininas é não apenas exibir obras, mas também abrir um espaço de discussão sobre a mulher na arte amazônica e sua trajetória ao longo das últimas décadas.