Conteúdo
- 1 Data e Local do Evento
- 2 Quem é Ibã Sales?
- 3 A Importância do Coletivo Mahku
- 4 Cantos Sagrados e sua Tradução em Arte
- 5 A Influência Cultural da Etnia Huni Kuin
- 6 Como Participar do Diálogo
- 7 A Contribuição do Público na Preservação Cultural
- 8 Eduardo Marasca como Mediador da Conversa
- 9 A História por trás do Movimento Mahku
- 10 Benefícios da Arte Indígena para a Sociedade
Data e Local do Evento
No dia 22 de julho de 2026, às 14h30, a Fundação Ecarta, localizada na Avenida João Pessoa, 943, em Porto Alegre, será o espaço acolhedor para uma roda de conversa especial intitulada “Céu, pássaro, jiboia: Cantos do cipó transpostos em imagem”. Este evento trará à tona a riqueza cultural e artística do povo Huni Kuin, abordando suas tradições por meio de uma conversa enriquecedora com Ibã Sales, um importante representante da etnia.
Quem é Ibã Sales?
Ibã Sales é uma figura proeminente da etnia Huni Kuin, desempenhando a função de cacique e de txana, ou seja, mestre dos cantos. Ele é o líder da Terra Indígena do Rio Jordão, no Acre, e é amplamente reconhecido por seu papel na preservação e promoção da cultura Huni Kuin. Ao lado de seu filho, Tuyn Kaya, Sales compartilha saberes ancestrais, cantos sagrados e relatos que retratam a vivência dessa nação indígena. Sua presença no evento promete iluminar o público sobre a profunda relação entre arte, natureza e espiritualidade que permeia a cultura Huni Kuin.
A Importância do Coletivo Mahku
O Coletivo Mahku, ou Movimento dos Artistas Huni Kuin, é uma iniciativa crucial que visa manter a cultura e os conhecimentos ancestrais vivos através das artes visuais. Este movimento artístico, que ganhou visibilidade tanto nacional quanto internacional, transforma cantos sagrados da etnia em expressões pictóricas, utilizando a arte como forma de resistência cultural e de reivindicação por autonomia. As obras do Coletivo são frequentemente exibidas em importantes instituições de arte, contribuindo para a valorização da cultura indígena e angariando recursos que fortalecem as comunidades Huni Kuin.

Cantos Sagrados e sua Tradução em Arte
A arte do Coletivo Mahku não é apenas uma forma de expressão; é também uma tradução da espiritualidade e dos rituais do povo Huni Kuin. Os Huni Meká, os cantos sagrados que são parte essencial de suas práticas com ayahuasca, servem como base para essa expressividade artística. A jornada de transformação desses cantos em pintura se iniciou com as pesquisas de Ibã Sales, que buscou capturar a essência dos Huni Meká e traduzi-los visualmente, criando uma conexão entre tradição e modernidade, bem como entre o espiritual e o material.
A Influência Cultural da Etnia Huni Kuin
A etnia Huni Kuin, uma das numerosas nações indígenas da Amazônia, é rica em costumes e tradições que refletem um profundo respeito pela natureza e por todas as suas formas de vida. A cultura Huni Kuin é caracterizada por uma relação intrínseca com a floresta, o que se manifesta em suas práticas agrícolas, modos de vida e sistemas de crenças. A arte, assim como a música e a dança, é uma parte vital da identidade desta nação. Eventos como o que ocorrerá na Fundação Ecarta servem para educar o público sobre a riqueza dessa cultura e promover um diálogo intercultural que valoriza os saberes indígenas.
Como Participar do Diálogo
O diálogo com Ibã Sales é aberto a todos os interessados, proporcionando uma oportunidade única para aprender diretamente de um líder indígena sobre a cultura Huni Kuin. A participação se dá por meio de contribuição espontânea, utilizando a plataforma Pix. Um valor sugerido é de R$ 10 para os participantes sociais e R$ 25 para aqueles que desejam ser apoiadores, tendo a chance de concorrer a uma camiseta exclusiva com arte do Coletivo Mahku. Essa iniciativa visa não apenas facilitar a participação do público, mas também arrecadar fundos para o financiamento de atividades formativas e de valorização da cultura Huni Kuin.
A Contribuição do Público na Preservação Cultural
Ao participar do evento e apoiar o Coletivo Mahku, o público exerce um papel ativo na preservação da cultura Huni Kuin. Através da compra de obras de arte e da participação em eventos culturais, os apoiadores ajudam a garantir a continuidade das tradições e a autonomia das comunidades indígenas. Essa colaboração é essencial para que os Huni Kuin possam manter sua identidade cultural viva, passando seus saberes e práticas às futuras gerações.
Eduardo Marasca como Mediador da Conversa
A conversa será mediada por Eduardo Marasca, um educador engajado com a pesquisa nas medicinas da floresta e as culturas indígenas há pelo menos seis anos. Além de atuar como professor na rede municipal de Porto Alegre, ele desenvolve projetos em parceria com o povo Huni Kuin que visam fortalecer as aldeias e promover atividades que celebram suas tradições. A mediação de Marasca trará uma nova perspectiva à conversa, enriquecendo a experiência dos participantes com suas experiências e conhecimentos.
A História por trás do Movimento Mahku
O Movimento dos Artistas Huni Kuin surgiu como resposta à necessidade de articular as expressões artísticas e culturais da etnia num contexto de desafios contemporâneos. A criação do Coletivo Mahku foi uma manifestação de resistência e de busca por visibilidade, permitindo que artistas Huni Kuin compartilhassem suas histórias e tradições com o mundo. As obras geradas por esse movimento têm o poder de educar, sensibilizar e criar empatia em relação às realidades das populações indígenas, contribuindo para um discurso mais inclusivo e diversificado nas artes.
Benefícios da Arte Indígena para a Sociedade
A arte indígena, como a produzida pelo Coletivo Mahku, oferece diversos benefícios para a sociedade em geral. Em primeiro lugar, ela promove a diversidade cultural e a inclusão, permitindo que diferentes vozes e narrativas sejam ouvidas e valorizadas. Além disso, a arte indígena possui um potencial educativo, contribuindo para o reconhecimento das questões sociais, ambientais e políticas enfrentadas pelos povos indígenas. A divulgação dessas obras alimenta diálogos essenciais sobre justiça, direitos e respeito à natureza, proporcionando uma oportunidade valiosa para que todos os cidadãos aprendam e cresçam juntos.

Jornalista formada pela UNIP (2009) e formada em Rádio e TV pelo Centro Universitário Monte Serrat – UNIMONTE (2007).


