Programação da Jornada
A 5ª Jornada da Acessibilidade Cultural é uma iniciativa promovida pelo Observatório de Favelas, que acontece no Galpão Bela Maré, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A programação, que é gratuita, vai até o dia 17 de outubro e inclui diversas atividades, como oficinas, exposições, minicursos, sessões de cinema e rodas de conversa. Além disso, duas atividades on-line estão programadas para novembro, todas visando discutir a inclusão de pessoas com deficiência pela cultura.
O evento destaca a importância de garantir que crianças e adolescentes, especialmente aqueles com deficiência, tenham acesso e direito à vivência cultural. As atividades propostas buscam não apenas promover a acessibilidade, mas também incentivar a autonomia e a participação ativa nos espaços culturais.
Exposição “Inventurando”
Uma das atrações da jornada é a exposição “Inventurando”, que conta com curadoria de Ana V. Lopes e Nicole Silva. A mostra consiste em obras que abordam experiências infantis e diversas formas de percepção e exploração do mundo. Esta exposição é uma oportunidade para refletir sobre a temática da inclusão de pessoas com deficiência pela cultura, oferecendo um espaço para que suas vozes e experiências sejam valorizadas e reconhecidas.

Através da arte, a exposição busca criar um diálogo com o público, promovendo a reflexão sobre as especificidades das infâncias nas periferias e favelas, além de estimular a inclusão e a diversidade cultural.
Oficinas e Rodas de Conversa
A programação inclui atividades práticas e interativas, como a oficina “Desbravando o Mundo”, que propõe experimentações sensoriais para bebês, permitindo a exploração de texturas, aromas, sons e estímulos visuais. Outra atividade significativa é a roda de conversa “Cultura DEF: Representação e Identidade”, que discute o protagonismo das pessoas com deficiência no cenário artístico e cultural.
No último dia do evento, a oficina “Memórias em Isogravura” convidará os participantes a traduzirem suas lembranças e experiências pessoais em arte, enquanto a atividade “Movimento e Representação: o brincar como prática anticapacitista” buscará promover reflexões sobre o direito à cidade e as diferentes maneiras de habitar e experimentar os ambientes urbanos.
A Jornada também abordará tópicos relevantes, como cuidado, educação inclusiva e parentalidade, culminando com uma sessão especial do CineBela, que integra o conceito de ações culturais acessíveis e inclusivas, reconhecendo as favelas e periferias como espaços de produção cultural e convivência.

Jornalista formada pela UNIP (2009) e formada em Rádio e TV pelo Centro Universitário Monte Serrat – UNIMONTE (2007).

